Como Deadpool chegou aos cinemas





Conheça as dificuldades que o filme do mercenário teve para chegar as telas.






“Deadpool” chegou dia 11 de fevereiro e parece que a internet não quer que você se esqueça disso. Seja com trailers empolgantes, seja com campanhas recheadas de humor, a expectativa para o longa tomou conta das redes sociais. Contudo, há alguns anos, a situação era inversa: diversos fatores impediam a realização do filme e, por pouco, quase ficamos sem ver o Mercenário Tagarela nas telonas. Confira neste especial os bastidores dessa conturbada produção.


A crise financeira que atingiu a Marvel nos anos 1990 fez com a editora vendesse os direitos de adaptação de seus personagens para diversos estúdios de cinema a fim de salvar a empresa da falência. Neste leilão de heróis, o Universo dos Mutantes e, com ele, Deadpool (o mercenário fez sua primeira aparição em uma HQ dos X-Men) foram parar nas mãos da Fox.
Após lançar, com sucesso, os primeiros filmes dos X-Men, a Fox planejava aproveitar os outros personagens adquiridos para não perder o direito sobre eles. No entanto, havia um problema no projeto de um longa do Deadpool: a ideia parecia difícil e arriscada ao mesmo tempo. Como adaptar, para os cinemas, uma HQ cheia de violência e humor negro e, ainda assim, conquistar um grande público, como fizera outrora com a equipe de mutantes?

E eis que finalmente Deadpool faz sua estreia nas telonas. Wade Wilson, seu alterego, é um dos mercenários que acompanham Wolverine nas missões lideradas pelo Coronel Stryker. Contudo, o filme-solo do mutante, que prometia ser o primeiro de uma série de longas de origem dos X-Men, foi mal-recebido tanto pela imprensa especializada quanto pelos fãs de quadrinhos. Para se ter uma ideia, “X-Men Origens: Wolverine” possui um escore de apenas 38% no agregador de críticas Rotten Tomatoes.
Entre os diversos problemas apontados por quem desaprovou o filme, a caracterização de Deadpool é unanimidade: o personagem é mal-aproveitado, com visual nada parecido com o consagrado e, acima de tudo, mudo na maior parte do longa.
Ainda que condizente com os rumos do roteiro, silenciar o Mercenário Tagarela foi considerado uma heresia para os fãs que aguardavam a falta de papas na língua do personagem, e tal representação manchou a imagem de Deadpool, tornando a realização de um filme próprio do personagem quase impossível de acontecer.


Depois da má recepção do Deadpool de “X-Men Origens: Wolverine”, a situação estava cada vez pior para seu longa-metragem. Ainda assim, havia uma campanha a favor de sua produção, alegando que, se adaptado da maneira correta, o mercenário faria um enorme sucesso.
Em 2014, uma filmagem-teste, na qual o anti-herói aparece lutando com uma porção de caras dentro de um carro, vazou na internet. A intenção do vídeo, feito todo em CGI e dublado por Ryan Reynolds, que interpretou o personagem no filme do Wolverine, era promover a realização de um filme do Deadpool. Veja o vídeo aqui:


cerca de 24 horas após esse video vazar a FOX
aprovou a produção do filme, tamanho foi a 
reação positiva na internet.

O que era para causar uma enorme dor de cabeça à Fox foi a salvação de Deadpool. Os internautas curtiram o vídeo-teste, afinal, todas as características do personagem estavam ali: o humor ácido, o icônico uniforme, a quebra da quarta parede e, é claro, altas doses de violência. A filmagem atiçou a curiosidade dos fãs e a resposta das redes sociais foi decisiva para a produção do longa.

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